segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E no fim, o que aprendemos?

Bom posso dizer que cresci muito ao longo do semestre principalmente sobre meus pensamentos de avaliação e didática em sala de aula. Textos auxiliam muito, porém temos que ler muito e várias vezes para podermos concluirmos alguma coisa e, no meu caso, às vezes conseguir entender só depois de alguns dias refletindo sobre o assunto.
Quando comecei o semestre não sabia muito o porque de se ensinar matemática na escola, eu simplesmente achava que era necessário para se aprender e usar no vestibular. Depois de tudo que li mudei um pouco minhas ideias e me acho, agora, um pouco mais capaz de ensinar matemática.
Aprendi um pouco sobre os PCN's, alguns seminários na aula me ajudaram a expandir um pouco mais minha criatividade no meu jeito de dar aula para os estudantes que estão querendo aprender Matemática. Digo isso porque dou aula num projeto do Pet Matemática para estudantes do 3º ano do ensino médio que vão prestar vestibular.
Conheci também as teorias de currículo que permeiam todo o ensino. O que aprendemos, porque aprendemos álgebra na 6ª série, etc., tudo faz parte de um currículo que pode ser oculto ou explícito para o estudante mas para o professor/educador não. É dever do professor saber tais teorias e como aplicá-las em sala porque afinal elas foram criadas para ajudar tanto professor quanto estudante.
E finalmente soube o que são tradicionais e novas didáticas, em qual me encaixo, porque? Foi importantíssimo saber essa resposta porque assim posso melhorar minha docência e encaixar na minha didática uma ou outra ideia ( da didática nova ou tradicional). A avaliação por sua vez foi uma aula muito empolgante, pois aprendi como fazer uma avaliação, não tão fácil mas também não muito difícil, que a avaliação é um processo contínuo e que cada professor tem que pensar na melhor maneira de avaliar a turma para quem está dando aula.
Acho que foi isso. Até mais a todos. Fim?

Acho que não, nos foi plantada uma semente. Cultivá-la é nosso dever para nos tornarmos seres humanos melhores e ajudar cada vez mais o próximo. Penso que o conhecimento é assim, nunca está pronto, formado, sempre se pode plantar uma semente e cultivá-la para melhorarmos.

Abraços.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Avaliação Escolar

Bom acredito que a avaliação seja fundamental para o processo de ensino/aprendizagem. Como? Bem primeiro é preciso aplicar uma avaliação no início do ano letivo para poder saber como a turma está com relação a conteúdos básicos e conteúdos avançados, capacidades individuais, elaboração e organização do exercício e resposta. Em seguida, é preciso fazer uma avaliação por assunto dado para verificar como a turma assimilou o conhecimento e se sabe aplicar o que aprendeu. Para tanto é necessário do professor uma avaliação não difícil, mas também não muito fácil, pois senão ela não avaliaria nada, ou seja, uma avaliação que faça o estudante refletir sobre o que aprendeu e aplicar o conhecimento. Em seguida é preciso que o professor corrija todas as questões com os estudantes abordando o que mais a sala errou e ensinando melhor a matéria que a turma não foi bem na avaliação.Corrigir e elogiar individualmente cada estudante para demonstrar que o professor se importa com o desenvolvimento de cada um. Acredito que o papel do erro é fundamental para o processo de aprendizagem, pois sabendo onde a turma e cada estudante errou o professor pode melhorar a sua explicação e ensinar a turma da melhor maneira possível. Ou seja, para mim a avaliação é um processo que o professor deve construir ao longo do ano letivo em que o maior beneficiado seja a turma.
É um dever do professor elaborar a avaliação da melhor maneira possível e que abranja todos da turma, corrigir as questões e comentar sobre os erros e acertos de todos e individualmente.

sábado, 26 de novembro de 2011

Novas Didáticas X Didáticas Tradicionais

Concordo com tudo sobre as novas didáticas, são ótimas idéias, construir o conhecimento com o estudante é fundamental, relacionar o que está sendo ensinado com o que o aluno vive no cotidiano é essencial, fazer o estudante pensar para responder, tentar construir com ele a resposta, ou seja, o estudante é o maior beneficiado. Porém acho também que as ideias da didática tradicional podemos aproveitar um pouco e fazer um "mix" das duas. O que quero dizer com isso:
- A ideia de fazer trabalhos individuais eu concordo porque assim o professor pode verificar como cada estudante está evoluindo;
- Mesmo os estudantes tendo total liberdade, eles devem entender que não podem bagunçar ou desviar do trabalho proposto, ou seja, eles precisam saber que tem uma pessoa ali supervisionando o que cada um está fazendo e devem respeitá-lo. Essas são as únicas ideias da didática tradicional que eu utilizaria como professor.
Contudo, no papel é tudo perfeito mas na hora que entrarmos em sala de aula, com 30, 40 alunos e tentarmos aplicar as ideias das novas didáticas e sair totalmente  de nossas mãos o controle da turma, com total certeza voltaremos a aplicar a didática tradicional, porque são aquelas que sabemos que dá certo. Porém acho que se ocorrer um problema desses comigo(porque meu objetivo é ser professor), não desistirei na primeira tentativa, nem na segunda, nem nunca, porque se é o melhor que posso fazer para os estudantes realmente aprenderem, porque eu desistiria? Só porque da outra maneira é mais "fácil" ensinar?

Abaixo segue um link de uma professora do Rio Grande do Norte que deu seu depoimento na câmara de deputados e simplesmente calou os deputados falando somente a verdade sobre o que acontece com a educação no Brasil e não discursando e enrolando como todo político faz quando perguntado sobre a educação.




Qualquer problema, visitem o link http://www.youtube.com/watch?v=HdALlE_WhOU que foi de onde baixei o vídeo.

Para finalizar esse post uma frase bem interessante de Esopo (620-560 a.C.) escritor grego, muito conhecido por suas fábulas:


"Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar"

Sobre as idéias interacionistas

Primeiramente precisamos saber o que são essas tais idéias interacionistas para depois discutirmos um pouco sobre o que eu acho. Tais idéias são: críticas em relação à concepção tradicional de ensino, de cunho epistemológico empirista.
Concordo com as idéias interacionistas, pois a relação estudante/professor tem que ser saudável e não um mandar no outro(geralmente o professor é o detentor do "poder"). O ensino dever ser feito de maneira que os dois saiam felizes, o estudante porque teve uma aprendizagem significativa, ou seja, ele teve uma aprendizagem por descoberta e não teve tanta intervenção do professor, com isso o estudante sabe explicar o que aprendeu e acima de tudo entendeu de verdade. Já o professor porque atingiu seu objetivo de ensinar da melhor maneira e de uma maneira que todos(ou pelo menos a maioria) entendam. Tal ensino, acredito que deve ser feito de uma maneira construtiva, ou seja, o professor tenta relacionar com o que o estudante tem no seu dia-a-dia e depois explica a teoria, ainda relacionando. É a ideia de que o conhecimento é feito através de um andaime, que primeiro temos que apoiar bem a base e depois ir "subindo" até chegarmos ao que queremos.
Então o que eu acredito é que professor e estudante devem construir juntos o conhecimento sendo que o professor é o responsável por guiar o estudante pelos caminhos do conhecimento.




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Seminários, o que aprendi?

Sobre os seminários eu aprendi que a Matemática está em constante mudança desde quando começou a ser ensinada, seja com o movimento da Matemática Moderna, que fracassou na década de 70, seja com os temas tranversais que "ligam" uma disciplina com a outra. Percebi que sempre por trás de qualquer currículo se esconde o verdadeiro significado dele ter sido criado e somente quando percebemos para que serve podemos melhorá-lo e/ou criticá-lo. E a Etnomatemática? Importantíssima, lembrando que essa palavra foi citada pela primeira vez por Ubiratan D' Ambrósio, pois associa a Matemática com a cultura de um povo, ensinando assim o que é importante que se aprenda da Matemática só que com um contexto cultural próprio.
Assim sendo para educarmos cada vez melhor precisamos estar em constante aperfeiçoamento de técnicas de ensino, leitura sobre didática em sala de aula, tentar se passar por estudante (seja do ensino fundamental como do médio) e perceber qual a dificuldade que ele tem para aprender Matemática, utilizar da linguagem mais clara possível e SEMPRE tentar associar a Matemática com um exemplo ou uma explicação do que para que serve aquilo. Educar é inevitável, é construir pontes, é abrir portas, é mostrar a vida a quem ainda não viu, a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Pensemos nisso.

 Achei esse vídeo sobre o que é educar, tem várias reflexões e analogias, bem interessante. Aproveitem.

domingo, 23 de outubro de 2011

Parâmetros Curriculares Nacionais

O que seria esses parâmetros? E para que serve, essa é a dúvida maior de todos.
Bom, PCN'S, assim que são chamados os parâmetros, são documentos criados para que professores e educadores tenham uma linha para se seguir na hora de começar a ensinar, ou seja, professor que acabou de se formar e não sabe muito bem o que passar de matéria, está escrito nos PCN's o que cada série aprende. Mas se for visto somente por esse ângulo se perde totalmente toda uma discussão que está por trás desse documento. Anos de estudo, pesquisa, para tentar desvendar como uma pessoa aprende e qual a melhor maneira de se ensinar algo, isso sim está por trás dos PCN's. Mesmo assim, é muito difícil ensinar algo a alguém, devemos ter isso em mente, e os PCN's estão ali para nos AJUDAR se estivermos perdidos, ele não vai ensinar como se faz, aprenderemos fazendo, errando algumas vezes, acertando outras, e aprendendo dia-a-dia com a vivência de ser professor. Com relação a Matemática, os PCN's lembram de como ela é importante para ajudar o aluno com o raciocínio, lógica, e tudo mais, mas principalmente para fazer com que o estudante aprenda a utilizá-la no seu dia-a-dia. Como? Conferindo um troco, sabendo qual o menor e melhor caminho que se deve percorrer, enfim ajudando-o com suas atividades diárias. Para tanto o professor precisa fazer com que a Matemática esteja ao alcance de todos, seja explicada da maneira mais clara possível e, sempre, dando exemplos do porque estar aprendendo aquilo, porque assim o estudante se interessa mais sabendo onde vai usar o que está aprendendo. Sempre que possível usar recursos mais didáticos como, jogos, vídeos, computadores, etc, para que não fique aquele processo mecânico de sala de aula porque senão fica chato. Outro fatos importante dos PCN's é o de que as matérias tem que se relacionar de alguma forma, uma questão de Matemática que tenha um gráfico sobre uma espécie de peixe, por exemplo, e faça com que o aluno interprete, pelo gráfico, a taxa de crescimento. Ou seja, os temas transversais. Porque assim o aluno estará exercitando se o que aprendeu, em Biologia por exemplo, pode ser associado com outros assuntos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Teorias do Currículo. O que será isso? Um conjunto de palavras tão simples que determinam tudo o que aprendemos na escola e como aprendemos. São idéias de pessoas que ao observarem como criança, adolescente ou adulto, criam a melhor maneira de se ensinar. Sabe-se que aqui no Brasil tivemos algumas: Teoria Tradicional, Teoria Crítica e Teoria Pós-Crítica. A primeira pensa o ensino como uma indústria, coloca-se os alunos sentados em fileira sempre em silêncio e despeja o conteúdo sobre eles, independente se todos conseguiriam acompanhar ou não. A classe dominante era favorecida, pois a escola era toda voltada para ela. Percebendo que essa não era a melhor maneira de se ensinar, começaram as críticas aquele sistema, e então foi desenvolvida a Teoria Crítica. Essa por sua vez tentou fazer com que o ensino se tornasse mais para todos e não somente para a classe dominante da sociedade. A Teoria Pós-Crítica foi criada para melhorar um pouco mais a anterior porque a nossa sociedade é muito diversificada de etnia e também de desigualdade social. Com o intuito de se tornar a escola para todos, quebrou-se a barreira de que cada matéria era independente de outra. Vieram as interdisciplinaridades e tudo mais. Se o ensino que temos hoje é bom? NÃO. Mas podemos melhorar. Aposto que daqui um tempo irão criar outra Teoria para melhorar a que temos hoje mas não chegaremos ao MELHOR e sim ao ideal, porque cada pessoa é diferente e com isso vem as diferenças.
As teorias influenciaram na minha educação escolar com certeza. Aprendi a respeitar as diferenças individuais de cada um, me preparou muito bem para o mercado de trabalho(acho) e com certeza sei trabalhar bem em grupo, ou seja, a Teoria funciona muito bem conosco, estudantes. Tomara que sempre melhore as Teorias.